Dividindo tudo…até o espaço

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Quando engravidei de Sofia, João tinha 3 anos. Como bons brasileiros de cidade grande moramos num apartamento minúsculo (80 metros quadrados) o qual os amigos insistem em me dizer que não é tão minúsculo assim (tipo, não reclama, querida, poderia ser pior). Pra mim, que sempre morei em casa, a falta de espaço é angustiante, mas somos seres adaptáveis, não é?! Temos 3 quartos mas optamos desde o começo que João e o bebê (na época não sabíamos o sexo) dividiriam o mesmo quarto. Quando finalmente a ultrassom nos revelou que el bebe era A bebê foi que nossos problemas decorativos começaram. Deixem-me confessar uma coisa: Não tenho nehuma habilidade para a arquitetura, design, decoracao de interiores ou qualquer coisa que faça cores e formas transformarem um ambiente. No que dependesse de mim, uma parede seria pintada de azul e uma de rosa (horror total, segundo as entendidas). Daí entrou minha amiga arquiteta Aline que fez um quarto super lindo para os meus fofinhos, com luz adequada para trocar Sofia sem acordar João de madrugada, papel de parede do mesmo tema sendo um nicho rosa e um azul (sim azul e rosa, mas é impressionante como quem sabe fazer, faz tudo ficar perfeito) e ainda uma cama projetada com gavetões guarda-brinquedos para os milhars de brinquedos de João. Um show de quartinho.

Alguns de vocês podem pensar: “mas por que diabos não fizeram um quarto pra menina ao invés de adaptar o do menino?” Realmente acreditamos que essa convivência entre os dois seria benéfica…ao menos durante a primeira infância (segundo especialistas dos 0 aos 6 anos de idade). Depois a gente vê como fica… As vantagens que enxergamos foram:

1- Companhia – Sabe quando chega aquela fase que eles têm medo de dormir sozinhos? Acredite, pra João, ao ver a irmã bebê dormindo tranquilamente, ele simplesmente voltava a dormir.

2 – Aprender a respeitar o espaço do outro – Impressionante como, com o passar do tempo Joao só coloca os brinquedos dele do lado dele. Ele entende perfeitamente qual o espaço dele e qual o dela.

3 – o terceiro quarto virou um espaço de brinquedoteca (dividido com a varanda, claro). Eles ganharam mais uma área comum na casa.

Talvez tenhamos de repensar nossa estratégia mais tarde mas, por enquanto, tem dado certo. E, sinceramente, mesmo se eu tivesse 5 quartos acredito que teríamos feito as mesmas escolhas.