Coloco Meus Gêmeos na Mesma Sala na Escola ou Não?

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Essa foi a pergunta de uma amiga pra mim ontem. Não sou pedagoga, psicóloga, psicopedagoga…nada disso. Trabalho em editora o que, segundo ela, me eleva ao status de conhecedora de lábia de algumas escolas já que  algumas delas têm o discurso lindo…mas a prática…Socorro. Então, voltando ao assunto da minha amiga, ela já tinha ouvido a opinião de todos os profissionais supracitados da escola, mas obviamente, a resposta final é dos pais e ela pediu-me socorro, como mãe mesmo. Lembrei-me de gêmeas que estudaram com João Miguel, meu filho, desde a entrada na escola e ficaram na mesma sala porque os pais quiseram assim. No meio do ano a escola sugeriu que fossem separadas. Motivo: a irmã extrovertida encobria o desenvolvimento da irmã tímida que mal dava boa tarde quando entrava na escola. Além da extrovertida superproteger a tímida em qualquer atividade que ela se julgava mais desenvolvida que outra como pintar, colar, etc. Foi impressionante ver a evolução de fala da tímida no segundo semestre após a separação. E assim elas seguiram mais 1ano na escola até o pai precisar viajar e a família ter de acompanhar.

Contei essa história pra minha amiga. Na verdade acredito que a entrada na escola, se na mesma turma ou não, é irrelevante. O que é realmente importante é o acompanhamento bem de perto dos psicólogos, psicopedagogos, pedagogos da escola pra dizer se está funcionando a escolha feita ou se é melhor tentar de outro jeito. Pela minha rápida pesquisa pra escrever este post pude ver que o que os profissionais de educação preferem a separação sob a alegação de que é comum os gêmeos, especialmente se forem idênticos, serem tratados em bloco como se não houvesse o querer e a personalidade individual. Os professores os julgam como uma entidade não como indivíduos. Se um deles for “mais legal” então…o outro perde a oportunidade de fazer seus próprios amigos porque, na comparação,todos preferem o “mais legal”. Então, argumento 1, ao separá-los  professores, funcionários e colegas não confundirão com quem estão falando. Se um é birrento e o outro preguiçoso, eles não receberão broncas trocadas.  Argumento 2, que também é um ponto positivo caso optem por mantê-los juntos, cumplicidade. Da mesma forma que facilita a adaptação no processo de entrada, ela pode fazer com que eles se isolem dos novos colegas uma vez que já tem um ao outro por companhia.Outro argumento para mantê-los separados é que a escola representa um papel importantíssimo na construção da personalidade e no desenvolvimento da independência de qualquer criança. E, para que tenham a oportunidade de se desenvolver, é melhor fugir de estereótipos que criamos em casa (um vai dizer que o outro é bagunceiro, ou sonolento, etc).

Mas, então, qual é a vantagem de mantê-los juntos além de não precisar decorar o nome de 20 crianças a mais e não precisar convidar o dobro de gente para o aniversário deles ou comprar dois presentes no dia dos professores (que já são argumentos fortíssimos, não acha?) ???? ADAPTAÇÃO é a palavra. Considere que tudo é novo, não seria legal se, ao menos no primeiro ano, nem tudo fosse tão novo assim? Se ao menos uma pessoa na sala eles já soubessem quem é? Pouparia muito choro.  Mas, no fundo, no fundo, a escolha é dos pais. E, como todas as escolhas na vida, deve pode ser revista quando necessário.

Para mais informações sugiro que folheiem os livros abaixo. Há muita informação útil.

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Aos que estão fora do Brasil ou leêm em inglês, há também:

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