Redes Sociais Educativas: O Futuro da Educação.

Students in computer lab

 

Vocês já ouviram falar de redes sociais educativas? Não estou falando de fóruns ou de games em páginas de editoras ou revistas educativas, mas de rede social mesmo? Se sim, parabéns. Você está mais antenado em relação aos avanços da educação do que eu que trabalho com ela. Mas se você nunca ouviu falar, junte-se a mim nesta descoberta.

Já não é de hoje que nós sabemos que nossos pimpolhos nasceram na era digital e, portanto, têm habilidades e necessidades de interagirem por meio desses aparelhos eletrônicos muito mais do que nós ( e olhe que eu adoro tecnologia).

Considere, então, um ambiente em que seus filhos possam trocar mensagens com outros alunos da sala, entregar trabalho virtualmente e até receber a nota por lá, fazer a tarefa de casa, compartilhar fotos e comentar atividades, tudo isso monitorado pelo professor da matéria e por você, mãe e/ou pai?

Pois é, esta maravilha existe e se chama Edmodo. Na verdade, na verdade, já existem muitas outras espalhadas pelo mundo, mas esta maravilha aí está com conteúdo em português, portanto, já está sendo utilizada por aqui. A idéia surgiu de quando um dos fundadores, Jeff O’Hara, trabalhava na secretaria de educação e percebeu que os sites do tipo Orkut, Youtube, Facebook eram todos bloqueados para os alunos e professores nos laboratórios americanos, e ele decidiu criar uma ferramenta mais específica para a educação.

School children (8-9) with female teacher working with computers

Mas você deve estar se perguntado: E como funciona esse troço?

Pois bem, é muito simples. O professor se inscreve na plataforma que, ao menos por enquanto, é gratis. Cria as comunidades para as matérias que ele ensina em determinada instituição. E ele, o professor, vai vincular os alunos a esta plataforma. A partir daí, este ambiente é restrito para os que estão inscritos sendo quase tudo possível desde trocar mensagens sobre uma tarefa de casa ao compartilhamento de material didático e idéias através dos fóruns. Tudo controlado pelo professor que é o moderador e pode apagar, retirar, proibir qualquer assunto que não esteja relacionado com a educação ou com a sua matéria.

O que os educadores têm visto como ponto forte da ferramenta é a possibilidade de estender a sala de aula. De não restringir a aquisição do conhecimento à figura do professor ou ao local da escola. Além disso, os pais que muitas vezes não conseguem acompanhar de perto a vida escolar de filhos adolescentes têm, ao menos, a possibilidade de acompanhar o que está acontecendo em cada matéria.

Agora, se você é (ou conhece) um universitário e lê inglês, vale a pena conhecer a rede LORE. Uma rede desenvolvida para a troca de conhecimentos acadêmicos. Como é para universitários, o controle parental aqui é abandonado, mas temas não referentes à educação são cortados. Assim como o facebook, ele foi criando por 4 estudantes que perceberam não haver uma rede para troca de informações acadêmicas.  O Brasil já está engatinhando nesta marola da educação (como diria Lula).

Father and daughter (3-4) with laptop

Pra finalizar as novidades, existe ainda uma rede chamada Passei Direto onde os alunos de uma determinada universidade se cadastram e criam seus grupos, e a partir daí, podem trocar informações e compartilhar arquivos e mensagens. Em resumo: Os professores podem disponibilizar textos, receber trabalhos, dar notas e criar quizzes, por exemplo. Todos podem enviar mensagens, que são públicas. Mensagens particulares entre membros não é permitido e caso alguém exponha uma foto, ela será vista por toda a comunidade.

Se você se interessou pelo tema, é ou conhece algum professor mais high-tech, segue algumas indicações que podem lhe ser útil. Se ensino não é a sua praia, ao menos quando elas chegarem aos nossos filhos nós poderemos dizer: “Eu já conheço esta plataforma, filho. É bem legal! ” e eles vão nos considerar os pais mais tecnológicos do planeta (mesmo que a gente nem saiba usar).

Com versões em Português:

Edmodo – Foco mais pro ensino fundamental e já tem versão em português. Acesso gratuito

Passei direto – voltado para o ensino superior é a primeira rede brasileira voltada para a educação. E como concorrente direto temos o Ebah, também brasileiro.

Com versões apenas em inglês

Schoology – Acesso gratuito

Teamie –  Ainda não tem versão em português, mas já está desenvolvendo. O pimeiro acesso é gratuito mas é bem limitado. A mensalidade fica em torno de 11 reais para ter acesso a todas as áreas do site.

Lore – Voltado para os universitários ainda está toda em inglês, mas o acesso é gratuito.